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Limitless Mind

Limitless Mind

Capítulo 7 - Decisões erradas, decisões certas

Março 20, 2018

hannahrbc

 

*** Depois do almoço, Vee disse que ia tentar acabar um trabalho de teatro. A Emily agradeceu pela companhia e disse que tinha de ir ter com os pais que viviam a 1 hora do campus. Também disse que só voltava na segunda. Isso significava que ela ia ter o quarto só para ela durante o fim de semana todo.

Ela voltou ao quarto e sentou-se à pequena mesa que lá tinha. Tirou um papel e uma caneta e tentou escrever algo sobre o Daniel. A conversa com a Emily surgiu na cabeça dela, “Daniel vendia droga” ressuou na cabeça dela. “E depois? Eu também consumi droga, e nunca foi preocupante”. O que a realmente deixava preocupada era o facto da pobre rapariga meter-se com o rapaz errado. “E se ele a obriga a comprar drogas, sem ela querer?”, passou pela cabeça dela. Só que rapidamente tentou afastar esse pensamento, ele podia ser uma besta, mas não a esse ponto.

Tentou pensar no trabalho de teatro e no que podia escrever sobre o Daniel. Eram só 150 palavras ou menos, ela só tinha de puxar pela cabeça.

Algum tempo depois estava acabado, suspirou de alívio e deixou o papel na mesa. De repente bateram a porta. Quando ela a abriu viu um livro esticado.

- Fiquei com ele. – Era o Daniel. – Mas já o li.

- O que queres? – Perguntou ela sem paciência.

- A menina acordou mal hoje, foi? Ou a pergunta devia ser, a menina acordou na cama errada hoje?

- Aposto que gostavas que acordasse contigo. Mas não te vou dar esse prazer.

Ela arrancou-lhe o livro da mão e fechou a porta na cara. Ele podia tentar provoca-la, mas ela também tinha truques na manga. Vee achou que ele ia voltar a bater à porta, mas rapidamente se apercebeu que ele se foi embora. Aliviada, guardou o livro na prateleira por cima da mesa e deitou-se na cama. Olhou para o relógio, eram 18 da tarde, o que significava que eram 10 na Inglaterra. Sem demora, ligou o seu computador e ligou à Susane por vídeo chamada.

- Vee! – Gritou ela quando a viu. – Estás diferente. O que fizeste ao cabelo, porque está apanhado?

Vee costumava sempre usar o cabelo solto ou então penteados muito elaborados, mas desde que tinha chegado aos Estados Unidos, o seu penteado baseava-se em rabo de cavalo durante o dia e cabelo solto durante a noite. Além disso, ela tinha cortado o cabelo e pintando-o de mais escuro. O seu estilo também alterou, as roupas sexys e decote provocador foi substituído pelas t-shirts e pelas calças justas.

- Eu sei. Primeiro, não conhecia aqui ninguém, nem tinha intensões disso, por isso, usar roupa toda provocadora pareceu me desnecessário. E o cabelo… Não sei, não tenho tido tempo para arranja-lo.

- Há sempre tempo para nos pormos bonitas.

- Mas, já que falas nisso, ontem fui bonita. – Ela foi buscar o vestido que tinha usado. – O que achas?

- Agora sim, é a Vee que eu conheço! Foste onde?

- A uma festa aqui na faculdade. Foi…engraçado. Mas como é óbvio, aqui a tua amiga já começou a fazer asneira.

- O que fizeste? – Suspirou a amiga.

- Eu quando vim para aqui, prometi que me ia portar bem e como podes ver, tenho saído mais ou menos bem. Mas ontem, esse rapaz – Josh – convidou me para ir com ele. E eu arranjei-me como é óbvio, bebemos uns copos e…

- Tu dormiste com ele! – Susan não lhe deixou acabar. – Já falamos sobre isso! Tens de começar a ganhar respeito por ti, dormir com os rapazes não é a solução!

- Diz a pessoa que só dormiu com um rapaz! Quando começas a fazer com rapazes diferentes…as coisas mudam! É uma coisa espontânea, divertida. O objetivo é não pensar, apenas sentir.

- Tu qualquer dia, apanhas uma doença ou engravidas. Meu Deus Victoria, vê-se atinas.

- Antes de mais, usamos a proteção. Pelo menos, eu acho que sim. – Ela tentou lembrar-se disso. – Mais, eu tomo a pílula, por isso… E ele não parece o tipo de rapaz com doenças.

- Deves pensar que escrevem isso na testa. – Susan bufou.

- Sabes que mais, tu minha amiga, tens falta de uma coisa que eu cá sei.

- E tu minha amiga, de certeza que não tens falta disso.

As duas calaram-se por algum momento.

- Desculpa, devia ter dito de outra forma. Mas a sério, Vee, acaba com isso.

- Não faz mal. E eu não durmo, tipo…com todos! Estou aqui há 1 mês e ele foi o primeiro. Mas tens razão! Eu vou me atinar e tentar pensar nos estudos. – Ela de repente parou. – O problema, é que é uma forma de aliviar o stress e não tenho de me preocupar com a parte emocional, nem entrar numa relação.

- Tens razão. Não te metas numa relação se não quiseres. Porque não fazes apenas com uma pessoa?

- Porque sabes como é! Depois acabas por apaixonar-te e lá se foi a parte da diversão! E é só dramas. Até parece que não viste “Amigos com Benefícios”. Todos os filmes acabam igual, eles começam por achar que não faz mal e depois acabam com corações partidos.

- É verdade, mas quem te diz que vais acabar com o coração partido. Se calhar, muito pelo contrário. Eu tenho de ir, prometi que ia ter com o Michael. - A sua amiga fez uma cara espantada. - Depois explico, prometo! Adoro-te Vee. E vê se usas os meus concelhos.

- Sim, Su! Prometo!

A chamada foi desligada. A Vee passou muito tempo a pensar no que a amiga disse. E ela sabia como isto tudo começou, mas não queria lembrar-se desses momentos. Decidiu ir correr para aliviar um pouco a cabeça e para esquecer o nome que rodava nos pensamentos dela – Chris. 

Ela não sabia quanto tempo estava a correr, mas já não havia muitas pessoas nas ruas. E foi aí que ela decidiu que estava na hora de voltar. Verificou o batimento cardíaco enquanto andava. Ela estava tão distraída que não viu a pessoa que estava a sua frente.

- Então és daquelas que desaparece depois de uma noite divertida. – Era o Josh. Ainda não tinha passado o tempo suficiente para ela lidar com as consequências da noite anterior.

- Parece que sim. – Simplesmente disse ela.

- De repente senti-me magoado.

- Desculpa. Eu não…

- Eu percebi! Não tens de pedir desculpas. – Ele olhou para ela com um sorriso. – Vais para o teu quarto? Posso te acompanhar?

- Desde que não acabemos por acordar nus novamente, por mim sim.

- Foi assim tão mau? Eu estou fora de forma, sem dúvida… Eu já não estava com alguém há algum tempo. Mas achava que fosse melhor.

- Não é isso. Eu…não me lembro muito bem do que aconteceu. Desculpa.

- Outra vez. Não tens de pedir desculpa. – Repetiu ele. – Mas se te interessa, usamos proteção. E daquilo que me pareceu, tu estavas a gostar.

- Eu sinto-me envergonhada pelo meu comportamento. Eu não quero estragar esta amizade que se estou a criar contigo, por causa do que aconteceu ontem. Tu és ótimo rapaz, a sério que és, mas não fazes o meu género.

- Acabei de levar uma facada no coração. – Ele fingiu que estava a enfiar uma faca no coração. – Estou a brincar, mais ou menos. Já que estamos a ser sinceros, também achei que não fazia o teu género. Mas não podia deixar escapar esta oportunidade, não é? Não te ia mandar parar, quando me estavas a despir.

- Dito assim, até parece que te obriguei!

- Meu Deus, não! Claro que não! Foi ótimo, ainda bem que aconteceu. Pelo menos não vou andar atrás de uma rapariga que não gosta de mim.

- Gosto que vejas esta situação de uma forma positiva. Bem, já chegamos. Obrigada pela companhia e, sei que não devia, mas desculpa por ter sido parva ontem e hoje de manhã.

- Ainda bem que te foste embora de manhã. Se calhar, se tivesses ficado, não serias capaz de ser sincera comigo.

Ela acenou com a cabeça em concordância e sorriu para ele.

- Boa noite, Josh. – Ela deu-lhe um beijo na cara.

Esse gesto parecia tão inocente em comparação com aquilo que tinha acontecido na noite anterior, mas a rapariga queria mostrar-lhe que mesmo não estando interessada nele romanticamente, eles podiam continuar como amigos.

- Boa noite, Vee. ***

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